O Maranhão tem muitos motivos para se orgulhar, e um deles é o papel de destaque que ocupa quando o assunto é preservação ambiental com inclusão social. Segundo o Censo 2022 do IBGE, o estado abriga três das dez unidades de conservação mais populosas do Brasil: a APA da Baixada Maranhense, a APA de Upaon-Açu/Miritiba/Alto Preguiças e a APA das Reentrâncias Maranhenses. Juntas, essas áreas somam mais de 1,3 milhão de habitantes vivendo em harmonia com a natureza, o que faz do Maranhão o segundo estado com maior número absoluto de moradores em áreas protegidas, atrás apenas de São Paulo, e o segundo com maior proporção populacional dentro dessas áreas, atrás apenas do Distrito Federal.
A APA da Baixada Maranhense ocupa o segundo lugar no ranking nacional, com 583.882 moradores. Logo atrás, em terceiro lugar, está a APA de Upaon-Açu/Miritiba/Alto Preguiças, com 509.977 habitantes. E em décimo lugar aparece a APA das Reentrâncias Maranhenses, com 240.498 pessoas. Esses números mostram que o povo maranhense não só vive em áreas de riqueza ambiental, como também é parte fundamental da proteção e do uso sustentável desses ecossistemas.
Outro dado que reforça esse orgulho é o fato de o Maranhão ter a unidade de proteção integral mais populosa do Brasil: o Parque Estadual do Bacanga, em São Luís, com 31.887 moradores. Mesmo sendo uma área onde a presença humana é mais restrita, a população tradicional que vive ali há décadas demonstra que é possível conciliar proteção ambiental com respeito à história e à identidade local.
Além dos números, o levantamento do IBGE destaca o perfil das pessoas que vivem nessas áreas: maioria parda, negra, indígena e quilombola, povos que carregam saberes ancestrais e práticas sustentáveis que contribuem diretamente para a conservação da biodiversidade. É uma realidade que transforma o Maranhão em exemplo de convivência entre gente, cultura e meio ambiente.
Em tempos em que a sustentabilidade virou palavra de ordem, o Maranhão mostra que é possível proteger a natureza sem excluir quem sempre cuidou dela. Uma herança viva, construída com dignidade e resistência pelo povo maranhense, motivo de orgulho para todo o Brasil.
*** Por falar em orgulho… O Maranhão também tem mostrado força na geração de empregos formais. Em maio de 2025, o estado alcançou a marca de 670.476 trabalhadores com carteira assinada, com um acréscimo de 3.560 novos postos de trabalho em relação a abril. O crescimento de 0,53% foi superior à média nacional, de 0,31%, colocando o Maranhão na 16ª posição entre as 27 unidades da federação e na 4ª colocação entre os estados do Nordeste.
A Indústria Geral, que engloba Indústria e Construção, liderou em geração de empregos no período, com 1.506 contratações líquidas, seguida pelos setores de Serviços (1.312) e Comércio (828). No total, a Indústria representa 16% dos empregos formais no estado, com destaque para a Indústria de Transformação, que gerou 534 novas vagas em maio e soma mais de 46 mil empregos. A área de Obras de Infraestrutura também se destacou, com 709 novos postos de trabalho.
Entre os municípios, São Luís segue como a grande força do mercado formal maranhense, concentrando 323.114 trabalhadores com carteira assinada, quase metade do total estadual, e registrando 1.201 novas contratações em maio. Imperatriz, Balsas, Açailândia e São José de Ribamar completam a lista dos cinco municípios com maiores estoques de emprego. O Maranhão avança e mostra sua capacidade de crescer com trabalho e desenvolvimento.








