Narrativa “Brandão traidor” é farsa de dinistas para tentar enganar a opinião pública

É uma farsa, com o claro objetivo de manipular e tentar enganar a opinião pública, a narrativa de aliados do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), exaustivamente disseminada no Maranhão, de que o governador Carlos Brandão traiu o grupo que chegou ao poder em janeiro de 2015.

A narrativa não resiste a uma análise real dos fatos que se sucederam desde que Dino resolveu “se fechar” completamente para Brandão.

Depois de assumir o Palácio dos Leões com a desincompatibilização de Dino para concorrer ao Senado, Carlos Brandão se reelegeu em 2022 com apoio decisivo do antecessor e de todos os integrantes do grupo que conduziu por duas vezes ao executivo estadual o hoje integrante da Corte suprema.

O que aconteceu após a chegada de Brandão ao cargo de governador é uma sucessão de intrigas e fuxicos que levaram o ex-governador, com o tempo, a se fechar para o seu sucessor.

Sem uma devida apuração do que chegava aos seus ouvidos, Flávio Dino tomou a fatídica decisão de não querer mais conversa com Carlos Brandão. Essa postura se consolidou quando ele chegou ao STF e tentou passar para todos a ‘tese’, agora desmascarada, de que, como ministro do Supremo Tribunal Federal, não poderia mais se envolver em política.

A partir daí as intrigas e fuxicos se intensificaram. Inconformados com exonerações de copeiros, serventes e outros indicados de escalões insignificantes, dinistas que queriam continuar dando as cartas no governo aumentaram as queixas para Dino. Aí mesmo, já como ministro do STF, foi que Flávio não quis mais saber de Brandão. Foram várias as situações, aqui mesmo no Maranhão, em que o ex-governador evitou falar com o governador – fatos amplamente divulgados pela imprensa.

Não foi uma, nem duas nem três que Brandão tentou falar com Flávio Dino. Algumas audiências, inclusive, foram solicitadas via e-mail, e estão registradas com governador. Flavio Dino não atendeu a nenhuma delas.

O rompimento do grupo poderia ter sido evitado, ‘lá atrás’, com um gesto do atual ministro do STF, mas o seu orgulho, o seu ego inflado, a sua raiva diante de tanto fuxico que ouviu não permitiram.
Onde está a traição de Brandão? Quem traiu foi quem quis ‘botar cangalha’ no governador, como se o estado fosse de sua propriedade. Quem traiu foi quem não quis deixar Brandão governar e queria continuar mandando no estado. Quantos ‘acordos de boca’ já foram quebrados no Maranhão?

Por que Flávio Dino nunca quis receber Brandão? Quem procurou esse desastre político do grupo, ‘exalando’ arrogância, prepotência e sem capacidade humana de calçar as sandálias da humildade, não foi Carlos Orleans Brandão.

Tudo poderia ser evitado!

Hoje sob o risco da não reeleição, dinistas se apegam ao ex-prefeito de São Luís, “esperando em Braide” a consumação de sua vingança.

Lamentável.

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