Quem é o ministro do STJ, nascido na ‘terrinha’, que agora quer mandar em “todo mundo” no Judiciário do Maranhão???!!! Calma, “meu rey”!!!
O Colunaço do Dr. Pêta trouxe um mistério que merece muito ser “explicado” minuciosamente!
O comentário corre solto nos corredores do Judiciário e já não se limita aos ‘sussurros’ de gabinete. Desembargadores relatam pressão direta e indireta de um ministro do Superior Tribunal de Justiça para tentar influenciar a eleição da próxima quarta-feira, 4, quando o Tribunal de Justiça do Maranhão vai escolher seu novo presidente.
Telefonemas, recados atravessados e movimentos de bastidor acenderam o alerta sobre uma interferência que muitos classificam como ‘indevida’.
O incômodo cresce porque a tradição da Corte sempre foi clara: a presidência segue a antiguidade e a trajetória construída dentro do próprio tribunal. Não se trata de regra escrita em pedra, mas de um costume respeitado ao longo de décadas e que ajudou a manter equilíbrio interno. As exceções foram pontuais e conhecidas. Fora isso, o curso natural sempre prevaleceu.
Basta olhar a história recente. Desembargadores que passaram pela Corregedoria Geral de Justiça, etapa considerada estratégica na formação de quem vai dirigir o Judiciário, seguiram o caminho esperado rumo à presidência. Foi assim com Jamil Gedeon, Cleones Cunha, Paulo Velten, entre outros. As únicas situações fora dessa linha foram a de Marcelo Carvalho, que abriu mão da disputa, e a de Nelma Sarney, por circunstâncias amplamente comentadas nos meios jurídico e político. Tirando esses casos, o rito foi respeitado.
Agora, o cenário é outro. De um lado está um magistrado de carreira, com quase 40 anos de judicatura, que fixou residência nas comarcas por onde passou, conhecendo de perto a realidade do interior, além de ter acumulado experiência no TRE-MA e na própria Corregedoria Geral de Justiça. Do outro, o chamado ‘candidato do rei’, oriundo do quinto constitucional, contra quem não pesa qualquer mancha funcional, mas cuja candidatura ganhou musculatura com a digital de fora do tribunal.
Se a articulação prosperar, o TJMA poderá ter, em sequência, o terceiro presidente vindo do quinto. A pergunta que ecoa entre magistrados de carreira é direta: não há juízes formados na base da magistratura, com décadas de estrada, capazes de conduzir o tribunal? Quando a escolha deixa de ser interna e passa a ser empurrada por interesses externos, o caso deixa de ser apenas corporativo e passa a tocar na ‘autonomia’ do Judiciário.
Também não se aponta qualquer razão de ordem moral que justifique barrar o adversário do candidato apoiado pelo ministro. Não há mácula, não há escândalo, não há processo disciplinar que sustente uma resistência institucional. O que existe é disputa de poder e a tentativa de desequilibrar o jogo antes mesmo da votação começar.
Às vésperas da eleição, o clima é de tensão contida e olhos bem abertos. Entre um telefonema e outro, desembargadores medem palavras, mas a insatisfação já não cabe só nos bastidores. A grande incógnita é se a tradição e a independência do TJMA vão falar mais alto ou se o peso de um ‘padrinho’ de Brasília vai redefinir, na marra, os rumos do Judiciário maranhense.









