O Colunaço do Pêta antecipou-se à imprensa nacional na análise desse domingo, 28, sobre a CPMI do INSS (reveja aqui). Nesta terça, 3, o jornalista Carlos Andreazza, do Estadão, em análise precisa sobre a comissão, disse que a CPMI se transformou em palco de espetáculo político, mais preocupada com holofotes e redes sociais do que com investigações efetivas.
O episódio mais recente, a prisão em flagrante do presidente da Conafer por falso testemunho, ilustra esse comportamento. A coluna destaca a ação, amplamente divulgada com fotos e cortes para redes sociais, aconteceu após cerca de nove horas de depoimento. O caso demonstra como a CPMI prioriza aparência sobre resultados: “O saldo até agora é pífio. Serve individualmente para alguns parlamentares, mas como investigação não apresenta direção clara nem avanços concretos”.
A coluna criticou ainda o relator Alfredo Gaspar, que se refere ao investigado Antônio Carlos Camilo Antunes sempre como “Senhor Careca do INSS”. Essa prática ultrapassa o limite do decoro parlamentar e cria um julgamento antecipado, transformando o trabalho da comissão em espetáculo midiático: “Chamar um investigado por apelido pejorativo compromete a seriedade da investigação e reduz a complexidade do caso a uma narrativa de fácil circulação nas redes sociais”, disse o Colunaço.
A análise do Estadão confirma o diagnóstico feito no Colunaço Dr. Pêta. Segundo o veículo, a CPMI se tornou um “palco de desempenho político”, em que prisões, depoimentos e confusões são explorados para clipes de TikTok e redes sociais, enquanto os objetivos principais da investigação permanecem em segundo plano. O jornal aponta que a comissão carece de foco e de uma linha de investigação clara, dificultando o acompanhamento apenas pelos documentos e depoimentos gerados.
A avaliação mostra nitidamente a falta de organização da CPMI, que, apesar de prender temporariamente alguns investigados, não conseguiu apresentar resultados concretos sobre o desvio de recursos de aposentados e pensionistas. “A CPI está descontrolada, atira para todos os lados e não contribui efetivamente para as investigações sérias em curso”, conclui Dr. Pêta.
A repercussão nacional confirma o alerta feito antecipadamente no Maranhão: a CPMI privilegia espetáculo político em detrimento da apuração rigorosa, enquanto os fatos e os prejuízos aos beneficiários permanecem sem resposta.
Confira abaixo a análise do Estadão:






